Regional de Ibirama e FCEE promovem capacitação voltada a profissionais que atuam na Educação Especial

Professora da FCEE Sandra Montedo foto Helena Marquardt ADR Ibirama

Mais de 80 profissionais de 22 escolas da região, ligados a Educação Especial, participaram na manhã desta terça-feira, dia 1 agosto, de uma capacitação oferecida pela Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Ibirama em parceria com a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE).

O curso, ministrado pela professora da FCEE Sandra Montedo, foi realizado na Escola de Educação Básica Eliseu Guilherme e abordou principalmente a função do segundo professor em sala de aula, que de acordo com a especialista, é fundamental para garantir a inclusão dos estudantes com necessidades especiais. “Hoje ainda existem obstáculos que ainda precisam ser estudados e discutidos para que a gente avance nesse processo”, comentou.

Ela ressalta que o conhecimento, adquirido em capacitações como essa, é que pode embasar professores para que possam melhorar o seu trabalho e garantir a inclusão. “O aluno com deficiência, mesmo que precise de alguns recursos diferenciados, tem todo o direito de estar no Ensino Regular junto com todos os outros estudantes”, completou.

Atualmente a Regional de Ibirama cerca de 120 alunos tem acompanhamento de segundo professor, bilíngue e intérprete e integradora de Educação da ADR de Ibirama, Roseli Del’Sent conta que esse total inclui  estudantes  autistas, surdos, cegos e outras deficiências. “Por isso a gente trouxe a profissional da Fundação que é altamente qualificada para falar do assunto e também tem a prática pedagógica com os alunos, que tem que ser tratados da forma como todos os outros são. Hoje nossos professores têm um pouco de dificuldade, e com base nisso vimos que a maior carência de conhecimento era nesse sentido, então convidamos a professora que veio fazer sua palestra.”

Roseli ainda citou um dos pontos abordados por Sandra, afirmando que apesar de as condições de algumas escolas não serem as ideais, os professores podem e tem feito a diferença nesse processo. “Quando buscamos melhorias para uma escola, sejam elas físicas ou até de equipamentos, precisamos antes de tudo ser um bom profissional e a professora foi muito feliz nessa fala”.

A assistente técnico pedagógico da EEB José Clemente Pereira de José Boiteux, Marina Devigilli, foi uma das participantes e garante a capacitação foi bastante proveitosa. “Há muitos anos que falamos em inclusão nas escolas, mas até então entre a prática e o saber se estávamos fazendo correto existia uma barreira muito grande, por isso acredito que esse tipo de capacitação vai nortear o caminho e esclarecer qual a função de cada um dentro da escola”, finalizou.

Helena Marquardt

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