Projeto desenvolvido em escola estadual de José Boiteux ajuda a recuperar mata ciliar

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Enquanto a maioria das pessoas não se preocupa com a preservação do meio ambiente ou até acredita que esta é uma responsabilidade apenas do poder público e não da sociedade, alunos de uma escola estadual de José Boiteux tem sido um verdadeiro exemplo. Há mais de dois anos eles plantam árvores nativas na unidade e depois transferem as mudas para a margem do rio, ajudando a recuperar a mata ciliar do município.

Na tarde desta segunda-feira, dia 03 de julho, uma nova etapa do projeto, que tem acompanhamento de engenheiros agrônomos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), foi iniciada na EEB José Clemente Pereira com a semeadura de 14 novas espécies.  O plantio foi feito pelos próprios estudantes que receberam orientações sobre solo, adubação, irrigação e germinação e a aula diferente animou as crianças. Lucas Lunelli Eskelsen, de 11 anos, garante que adorou a atividade. “Assim aprendemos plantas novas, plantamos árvores que muita gente está desmatando e assim conseguimos conservar a natureza por muito mais tempo”, comentou.

O engenheiro agrônomo da Epagri, Jean Carlos Loffaguen, conta depois da semeadura, em no máximo 30 dias as mudas são colocadas em pacotes e mais tarde transferidas para a margem do rio. “Depende da espécie, mas geralmente em três ou quatro meses, algumas um pouco mais, já fazemos o plantio para recuperação de mata ciliar”, explica.

O viveiro da escola foi construído com o apoio do projeto SC Rural e segundo a gerente de Políticas socioeconômicas Rurais e Urbanas, Edna Beltrame Gesser, até as sementes tem ligação com o Governo de Santa Catarina. “Sabemos que esse projeto de plantio de árvores nativas é muito importante porque as crianças aprendem a semear e a preservar o meio ambiente. É importante destacarmos ainda que essas sementes são o resultado da Primeira Feira de Troca de Mudas e Sementes que foi realizada durante a programação do segundo Encontro de Mulheres Agricultoras da ADR de Ibirama no dia 24 de maio.”

Resultados que transformam a paisagem

Desde que foi criado o projeto já transformou muitos trechos da paisagem a margem do Rio Scharlach. O diretor da EEB José Clemente Pereira, Igídio Fusinato,  ressalta que além da recuperação da mata ciliar, os estudantes também ganham mudas para plantar em casa ou em outros locais que desejarem e na cidade a consciência ambiental é um assunto mais atual do que nunca. “Eles aprendem que além de recuperar temos que preservar a mata para quer nosso animais silvestres possam continuar se alimentando e vivendo em nosso município”, finaliza.

 

Helena Marquardt

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