Dia Mundial de Sensibilização para os abusos e maus-tratos na velhice será lembrado em Ibirama

Nesta quarta-feira, dia 14 de junho, servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Departamento Municipal do Idoso farão uma panfletagem na Praça Erwin Sheidemantel, a partir das 9h, para lembrar o Dia Mundial de Sensibilização para os abusos e maus-tratos na velhice (15 de junho).

Violetas contra a violência – Dignidade e respeito para a pessoa idosa

Velhice tem sido pensada, quase sempre, como um processo degenerativo, oposto a qualquer progresso, como se nessa etapa da vida deixasse de existir o potencial de desenvolvimento humano. O estereótipo tradicional da velhice é o de pessoas doentes, incapazes, dependentes, rabugentas, impotentes, um problema e ônus para a sociedade.

Envelhecer é um processo, inerente a todos os seres humanos, que se inicia na concepção e perpassa todos os dias de nossas vidas. A cada instante tornamo-nos mais velhos que no instante anterior. Todos nós envelhecemos e, os mais jovens, um dia, serão os idosos de seu tempo. Esse processo pode resultar em duas situações-limite: uma com excelente qualidade de vida e outra com qualidade de vida muito ruim.

Quando se fala em violência contra as pessoas idosas, pensa-se imediatamente na violência física, mas esta não é a única, pois há inúmeras formas de violência, veladas e mascaradas. A violência também pode manifestar-se como psicológica, econômica, moral, sexual, pode ser familiar, social, institucional, estrutural e pode resultar de atos de omissão e negligência.

Quando há uma íntima relação de proximidade entre a vítima e o agressor, é difícil romper a cadeia de violência. Os idosos têm medo e vergonha de fazer a denúncia, principalmente se o agressor está dentro de casa, ainda mais se for o filho, a filha, a nora, o genro ou o neto.

Sem perceber, tornamos os idosos cidadãos de segunda classe. Mesmo com leis avançadas, seu descumprimento desqualifica sua importância como cidadãos. Apesar da existência do Estatuto do Idoso, os idosos continuam a ter seus direitos desrespeitados, sendo tratadas, por vezes, como crianças ou pessoas incapazes.

“Os números que chegam ao Disque Denúncia são apenas a ponta do iceberg que esconde a violência contra a pessoa idosa no nosso país”, afirma a gerontóloga Marília Viana Berzins, presidente do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento – OLHE.

Pessoas idosas não querem mais do que as outras, querem um tratamento digno, independentemente de sexo, raça, origem étnica, deficiência, situação econômica. É fundamental garantir a participação dos idosos na vida econômica, política e social, participação como cidadãos em plenos direitos e desenvolver plenamente seu potencial, mediante acesso a recursos culturais, espirituais, educativos e recreativos.

Para eliminar a violência e a discriminação, é preciso valorizar a família, criar mecanismos de proteção social. O que importa é dignidade! Uma velhice digna e respeitosa, que valha a pena ser vivida! Vivida com conforto, segurança, carinho, atenção, respeito, amor, alegria, felicidade, autonomia e que favoreça o envelhecimento ativo. Independentemente do passado que tiveram, todos merecem respeito nesse instante da vida.
Sheyla Germano

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