Criciúma – Plantação de hortaliças, uma grande mudança que deu certo

Dividindo o seu tempo em plantar, regar, colher, fazer a separação e entregar as mais de dez variedades de hortaliças, o agricultor Cláudio Macan, 53, morador do bairro São Domingos dedica a vida ao trabalho com a terra. As mãos calejadas do homem que trabalha desde os seis anos de idade manejam pás e enxadas. Vivência que, segundo o próprio Cláudio, moldou o caráter dele.

Casado e pai de um filho, Macan cultivou fumo durante 42 anos. Para ele, o trabalho era bom pelo fato da colheita só ser feita uma vez por ano e, portanto, sobrava mais tempo para realizar outras atividades e aproveitar a família. Em 2011, através de um trabalho da estação rural da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o agricultor resolveu migrar para o ramo das hortaliças. “Nesta modalidade nós temos funções para o ano todo, pois são ciclos curtos. Da plantação até o colhimento variam de 45 a 60 dias, dependendo da muda”, explicar.

De acordo com o agricultor, que faz praticamente todo o serviço sozinho enquanto a esposa trabalha em uma empresa privada, a mudança do fumo para as hortaliças trouxe mais qualidade de vida, ainda mais que agora utiliza adubos orgânicos.

O agricultor possui um terreno retangular com 10 hectares de terra. Ele conta que, por conta da menor incidência de chuva no verão, usa a parte plana do terreno e, no outono e inverno, utiliza a as áreas de declive para a evacuação maior de água, em caso de muitas chuvas. Esta técnica é denominada rotação de cultura.

As chuvas que caíram recentemente em Criciúma, quase resultaram na perda dos três mil pés de alface plantadas no terreno de Macan. Para ele, a estiagem atrapalha muito o desenvolvimento, mas água em excesso também é ruim. “Um pouco de chuva por dia é bom para regar, mas quando cai em grande quantidade, como a do fim de semana, pode afetar nossa produção”, comenta.

Conforme o gerente de Agricultura do Município Criciúma, Salomão Roman da Silveira, as chuvas que caíram na última semana, contribuíram para muitos agricultores, já que o tempo seco no verão muitas vezes acarreta na escassez da água necessária para os vegetais. “É por isso que nós realizamos algumas parcerias com agricultores e, com auxílio de máquinas, nós criamos açudes”, ressalta.

No terreno de Cláudio um açude foi construído para auxiliar manutenção de água em épocas de estiagem. A água armazenada é usada para regar as plantas. “Os agricultores ainda podem criar peixes. É uma boa válvula de escape ter um açude, quando a água é fundamental para o serviço”, ratifica Silveira.

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