Enquanto a polícia e a Vigilância Sanitária Regional do Estado de Mato Grosso tentam desvendar o mistério em torno da morte de uma criança de dois anos poucas horas após ingerir um achocolatado em Cuiabá, a internet neste domingo começou a dar voz a boatos com informações desencontradas sobre o fato, e chegaram no ao Alto Vale.
Neste fim de semana, começaram a circular nas redes sociais, sobretudo no WhatsApp, informações, prints de documento, fotos e mensagens de áudio com informações sobre outras mortes relacionadas ao produto contaminado, até mesmo em Rio do Sul.
Todavia, nota-se claramente que se tratam de informações desencontradas, com fortes características de boataria e, principalmente, nenhuma informação confirmada.
Após o boato surgir, o Hospital Regional Alto Vale emitiu uma nota de esclarecimento, desmentindo as informações que estariam sendo compartilhadas, confira abaixo na íntegra:
O Hospital Regional Alto Vale esclarece. Ninguém deu entrada no Pronto-Socorro, nas últimas horas, com intoxicação causada por bebida à base de leite. As notícias que foram veiculadas em redes sociais de que pacientes deram entrada no PS do HRAV são mentirosas.
Os mesmo boatos circularam em redes sociais na região de Jaraguá do Sul.
Um boato sobre a morte de uma, duas e até três crianças em um pronto-socorro de Jaraguá do Sul está circulando nas redes sociais de leitores do Aconteceu em Jaraguá do Sul, principalmente nos grupos de WhatsApp, nos últimos dois dias. A falsa notícia conta que a ingestão de um achocolatado teria causado a fatalidade. A mentira está alarmando sem necessidade os internautas.
Neste domingo (28), o Aconteceu em Jaraguá do Sul entrou em contato com funcionários dos dois hospitais da cidade. Uma enfermeira do hospital São José afirmou que a unidade não atende crianças e que todas as ocorrências infantis são encaminhadas para o hospital Jaraguá. Uma médica do Hospital do Morro desmentiu a história e disse que o caso não aconteceu.
Três áudios e algumas mensagens estão circulando pelas redes sociais, mas elas não dão informações concretas sobre o ocorrido. Os áudios não mencionam quando ocorreram os fatos ou mesmo o nome do hospital onde aconteceram as mortes. Em uma pesquisa rápida no Google, descobrimos que a história aconteceu em Cuiabá, capital do Mato Grosso. A notícia do portal G1 conta que uma criança de dois anos morreu após ingerir um achocolatado da marca Itambé, na quinta-feira (26).
Essas histórias são facilmente desmentidas. Então, a dica é não compartilhar boatos sem uma confirmação do fato. Confira (novamente) como identificar uma falsa notícia:
1 – Falta de fontes
Essa é a principal dica para identificar uma mentira online. Os autores raramente mencionam a fonte das informações postadas, mas costumam dar créditos a nomes de instituições e pessoas que supostamente entendem do assunto para conseguir mais credibilidade. Por isso, quando se deparar com alguma informação duvidosa, faça uma busca rápida no Google, para checar se a notícia realmente foi divulgada ou se a fonte citada existe. Caso não encontre nada contundente, com certeza você está diante de um boato.
2 – Links suspeitos
Quando algum conhecido postar uma notícia interessante na rede social, não leia apenas o título. Cheque o site onde essas informações foram publicadas. Existem inúmeros blogs e sites que você consegue identificar se é confiável apenas pela aparência. Na dúvida, procure sempre saber se essa notícia foi publicada em jornais e revistas conhecidas.
3 – Textos confusos
Essa dica é bem fácil de identificar. Os autores desses boatos nunca estão preocupados com a gramática e coerência de seus textos. Além disso, eles utilizam termos conspiratórios e letras em caixa alta para chamar a atenção do leitor. Sendo assim, se você encontrar muitos erros de português e imagens muito chamativas, você pode estar diante de uma farsa.
4 – Baixa qualidade
Os autores de boatos na internet também não estão preocupados com a qualidade visual do conteúdo postado. Muitas das imagens compartilhadas possuem montagens mal feitas e fotos em baixíssima qualidade. Esse é um forte indício de que o post não é confiável.
5 – Sem data
A maioria dos boatos não são datados justamente para que o leitor tenha sempre a impressão de que a notícia é nova. Por conta disso, esses eles são capazes de sobreviver por anos na web, sendo compartilhados constantemente.
6 – Tom alarmista
Muitas das informações falsas divulgadas na internet trazem mensagens solicitando que o post seja compartilhado com urgência e para o máximo de pessoas. A maioria dessas farsas também insinua um clima conspiratório, além de misturar fatos reais com fictícios para confundir o leitor.
Informações: Diário do Alto Vale e Aconteceu em Jaraguá do Sul.