Muitos pais sonham ver a carinha de seu filho estampada em comerciais, mas têm medo de entrar nesse mundo e transformar seu bebê em um modelo. As dúvidas são muitas: a criança aguenta o ritmo do trabalho? Vale a pena financeiramente? Quem procurar?
Atendendo pedidos de muitas leitoras do site, o Guia do bebê reuniu as principais informações sobre as agências de modelos do país. Aqui, você poderá tirar suas dúvidas e decidir se essa é uma boa ideia para sua família.
Existem diversas agências de modelos especializadas em crianças e bebês espalhadas por todo o país. São eles que fazem a intermediação entre os modelos e as produtoras que contratam para trabalhos em TVs, comerciais, campanhas publicitárias, anúncios e sessões fotográficas.
O primeiro passo é o mais importante: escolher uma agência séria e confiável. A dica da empresária Isabel Bruns, da agência Kids, é que as mães pesquisem sobre a agência, seus principais clientes e com que frequência os modelos são chamados para testes ou trabalhos. “Alertamos as mães que as agências sérias nunca fazem avaliação ou entrevista via MSN/Skype ou webcam. Além disso, empresas idôneas não prometem trabalho e muito menos dizem que a criança só poderá fazer um trabalho que está ‘praticamente aprovado’ se fizer o material fotográfico/agenciamento”, diz Isabel.
Ao pesquisar as agências, é importante se informar sobre taxas e valores que devem ser pagos. “Em média, as boas agências cobram de R$ 300,00 a R$ 500,00 de taxa de agenciamento ou material fotográfico” afirma Isabel. Ela explica que agências que cobram em torno desse valor são as que lucram com as comissões de trabalho e não com o agenciamento de crianças.
Essa taxa é paga para que a criança possa fazer parte do casting da agência e deve ser paga mesmo que o bebê não seja contratado para nenhum trabalho. “As agências têm seus custos e, portanto, cobram pelo serviço que fazem. As agências são apenas intermediadoras, o trabalho delas é fazer a divulgação das imagens. Quem escolhe as crianças para testes e trabalhos é o cliente final”, explica.
Antigamente, era obrigatório fazer um book, ou seja, um livro com fotos profissionais da criança. Hoje, muitas agências usam imagens digitais, que podem ser atualizadas mais facilmente, já que as crianças crescem e mudam muito rápido.
Se o objetivo dos pais é o retorno financeiro, esse pode não ser o melhor negócio. Dependendo do trabalho, o valor dos cachês pode variar de R$ 50,00 a R$ 10.000,00. “É claro que milagre não existe e, em geral, cachês muito altos significam exclusividade ou grande veiculação da imagem. A maior parte dos modelos fazem trabalhos suficientes para cobrir seus gastos, mas a maioria faz pela vontade de ver seu filho num comercial de TV ou revista, não pelos cachês”, afirma a empresária.
Porém, esse não deve ser apenas um sonho dos pais. É preciso lembrar que é a criança quem deverá encarar o trabalho, muitas vezes bastante cansativo. Em alguns casos, os pequenos passam o dia inteiro fotografando ou filmando. Se seu filho já é crescidinho, antes de tomar uma decisão é legal conversar com a criança e ver o que ela acha da ideia. Os pais devem pensar também na sua disponibilidade para acompanhar o filho em testes e trabalhos.
Algumas crianças parecem ter nascido para ser modelo. Mas se tiver dúvidas de como seu filho irá se comportar em frente às câmeras, procure uma agência que ofereça testes de fotogenia gratuitos. Se ele se sair bem e as fotos ficarem legais, você poderá fazer o agenciamento com mais segurança.
Quanto ao perfil dos pequenos, é importante lembrar que hoje a diversidade está em alta. “O perfil que mais encontramos nas agências são os loiros de olhos claros e castanhos, mas temos muitos pedidos de crianças orientais, negros, ruivos etc., que acabam tendo pouquíssima concorrência”, diz a diretora da Agência Kids.
Guia do Bebê