Antigamente, quando as crianças perdiam seus dentes de leite eles ganhavam pouca importância e, no máximo, eram colocados em uma gaveta como recordação do fato. Atualmente, no entanto, os dentinhos estão sendo levados por alguns pais a laboratórios e guardados para que, no futuro, possam ser usados em tratamentos de saúde.
A coleta do cordão umbilical para o combate de doenças futuras já não é mais novidade, mas o armazenamento de dentes começa agora a ser considerado como possibilidade de dar origem a células-tronco.
Empresas que oferecem o serviço em São Paulo cobram, em média, R$ 2 mil iniciais pelo procedimento, mais uma anuidade de cerca de R$ 400 pelo serviço de conservação, que nada mais é do que um congelamento do dente em condições especiais.
No procedimento, a polpa dentária é coletada a partir do dente e suas células são multiplicadas em laboratório para o futuro tratamento. Essas células são mantidas em tubos que são armazenados em nitrogênio líquido pela empresa que fornece o serviço.
Muitos estudos estão sendo realizados nesta área, mas os cientistas ainda não são capazes de comprovar que o material recolhido possa, de fato, tratar doenças como Alzheimer e diabetes. A própria Anvisa afirma que as empresas podem sim oferecer o serviço, mas precisam deixar claro ao cliente que não há qualquer garantia de que o procedimento poderá ser realizado no futuro.
Bolsa de Mulher.