O presidente do Atlético de Ibirama, Ayres Marchetti, não ficou completamente satisfeito com os valores da venda do atacante Leandro Damião, que foi adquirido do Internacional por um grupo de empresários e emprestado ao Santos. Do valor total, R$ 42 milhões – a maior quantia na história em uma transação envolvendo dois clubes brasileiros –, o clube catarinense, que revelou Damião para o futebol, vai receber 30% pelos direitos econômicos – cerca de R$ 12 milhões.
“O Atlético detinha 30% dos valores econômicos do passe dele. Na verdade o jogador era do Internacional. E o Internacional vendeu a sua parte para um grupo externo. Não é para o Santos. Ele está no Santos, mas esses direitos econômicos foram vendidos para esse grupo externo”, explicou Ayres Marchetti ao Esporte Alto Vale.
Segundo o dirigente, o dinheiro que o Atlético-IB tem direito a receber só deve entrar na conta do clube no final do ano. “O Atlético, na negociação, ficou pra receber, mas vai receber mais para o fim do ano. Porque tem prazos nesses negócios. Não são negócios à vista. Então, nós vamos receber mais para o fim do ano”.
Leandro Damião foi vendido após uma temporada ruim, em que sofreu uma desvalorização. Quando estava no auge da sua carreira no Internacional, chegou a receber propostas acima dos R$ 60 milhões de clubes europeus. Por isso, Marchetti esperava que o seu pupilo lhe rendesse mais recursos.
“Não era tudo que a gente queria, mas foi o maior negócio entre clubes brasileiros. Saiu do Internacional e foi para o Santos apenas emprestado. Claro que nós ficamos lisonjeados aqui no Atlético, um clube pequeno do Brasil, ter dado esse ranking para ele. Mas ainda conseguimos um bom recurso”.
Meta é chegar à Série C
Os R$ 12 milhões devem ajudar o Atlético-IB a se estruturar para reformar o seu estádio e construir um centro de treinamento para revelar mais jogadores. A missão de Ayres Marchetti é dar condições para que o clube se classifique à Série D e consiga chegar à Série C do Campeonato Brasileiro. “Esse recurso com certeza vai ser aplicado no nosso estádio. Se nós pretendemos subir de categoria, galgar um degrau, e disputar a Série D e Série C, temos que melhorar o nosso estádio para cumprir as normas exigidas pela CBF”.
“E vamos aplicar muito no nosso CT. Nós vamos finalmente construir o CT. E vamos aplicar parte do valor no CT para nós criarmos jogadores que o Atlético precisa e na região. Sempre foi nosso desejo dar oportunidade à juventude da nossa região. Estamos há um ano praticando isso. Estamos sentindo que é um projeto viável e vamos dar muita ênfase nas nossas categorias de base”.