Violência mais comum entre mulheres atendidas na assistência social em Santa Catarina é física ou psicológica

Os dados do Censo do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) indicam que a violência física e a psicológica são as mais comuns entre mulheres que procuram atendimento na rede de assistência social de Santa Catarina. De acordo com o documento, do total de 87 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), 84 atenderam situações de violência física contra mulheres adultas. Foram registrados 84 casos de violência física ou psicológica, 65 de abuso sexual; 45 de exploração sexual, entre outros.

“Quando a violação de direitos ocorre, a equipe do serviço de proteção social básica atende a mulher e sua família e se for o caso encaminha para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social”, explica a diretora de Assistência Social da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Camila Magalhães Nelsis.

Ainda segundo o Censo SUAS, em 123 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) a violência contra as mulheres foi identificada como uma das situações mais frequentes. As informações constam no Censo SUAS de 2014, pois a previsão é de que o levantamento de 2015 seja divulgado em abril deste ano.

Na assistência social as mulheres vítimas de violência são atendidas nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). Santa Catarina possui 88 Creas em 83 municípios. No Creas é feito o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi), que orienta e apoia famílias com em situação de ameaça e violação de direitos.

O Creas atende a população de rua, adolescentes em medidas socioeducativas, crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil, vítimas de violência sexual, física, psicológica e maus tratos, idosos, mulheres e pessoas com deficiência. Para os municípios que não possuem Creas, as mulheres podem ser atendidas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). No Estado, há 360 Cras em 285 municípios.

O Censo SUAS informa ainda que em Santa Catarina há oito unidades de acolhimento para mulheres em situação de violência. São oito abrigos institucionais nos municípios de Blumenau, Caçador, Chapecó, Criciúma, Joinville, Lages, São Bento do Sul, São José e uma casa de passagem em Florianópolis. O serviço é executado diretamente pelo município ou em parceria com ele.

Luciane Cotoman Lemos

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