Setor têxtil é o maior gerador de empregos em Santa Catarina

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Em 2015, as 33 mil empresas catarinenses, que fazem parte da indústria da moda, faturaram juntas R$ 121 bilhões. O setor é o que mais oferece vagas de trabalho no estado, com 1,5 milhões de empregos diretos. Estes e outros dados foram apresentados na noite de segunda-feira, 21 de novembro, durante o terceiro Jantar de Negócios, promovido pelo Sindicato das Indústrias da Fiação, Tecelagem, Confecção e do Vestuário do Alto Vale do Itajaí (SINFIATEC), com apoio da vice-presidência da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) no Alto Vale. O evento aconteceu em Rio do Sul e teve como objetivo oferecer informações e novos conhecimentos para os empresários da região, assim como promover a ampliação da rede de contatos para geração de negócios.

O SENAI, entidade da FIESC que oferece suporte também para indústrias têxteis, esteve representado pela diretora Graziela da Silva Branco. Ela falou sobre o curso Melhoria do Desempenho Industrial (MDI), o Curso Técnico em Vestuário e as mudanças no programa de Aprendizagem Industrial para 2017 (Jovem Aprendiz). Um dos cursos do programa é o de Confeccionador de Moldes e Roupas.

Em seguida, o fundador da Tecnoblu, Cristiano Burger, abordou o tema “Indústria da Moda no Brasil”, iniciando com um panorama atual sobre a economia brasileira. “O índice de confiança dos empresários catarinenses está melhorando, assim como as projeções para 2017, que mostram um cenário mais positivo”, revelou Burger. Ele também ressaltou a importância de instituições como a FIESC para aumentar ainda mais o potencial da indústria têxtil.

O BRASIL É O QUARTO MAIOR PRODUTOR DE ROUPAS NO MUNDO.

O palestrante citou as estratégias inovadoras de empresas como Círculo, Duas Rodas, Embraco, entre outras. “Inovação não é algo complicado. É perguntar ao cliente o que ele gostaria que lhe fosse oferecido”, argumentou. Burger também falou sobre o Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), uma plataforma colaborativa, que conecta empresas e universidades. Para concluir, ele elogiou a força da indústria têxtil na região, principalmente o segmento do jeans, cujo valor agregado dos produtos não encontra comparação no restante do país.

Debora Claudio

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