Rio do Sul: Conselho Municipal discute mobilidade urbana

Analisar as condições de acessibilidade e propor melhorias para oferecer meios favoráveis à circulação de Pessoas com Deficiência (PcD). Esta é uma das propostas que fará parte dos motes da 2ª Mesa Redonda organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CMDPD). O tema principal é ‘Mobilidade urbana sob a ótica do novo paradigma da inclusão’. O evento ocorre na sala 106 da Unidavi, no dia 4 de dezembro.

Entre os participantes estão representantes da diretoria executiva da Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de Rio do Sul, diretores administrativos da Expresso Taioense e conselheiros do CMDPD. “A iniciativa será pautada em temas de acessibilidade, infraestrutura em ponto de ônibus e calçadas, dentre outros assuntos. É preciso que haja rampas de acesso em calçadas de prédios de serviços como banco, prefeitura, unidades de saúde e acessibilidade em ônibus circular”, argumenta a vice-presidente do CMDPD, Marizete Serafim Hoffmann.

Na ocasião serão informados os novos ônibus que dispõem de acessibilidade, itinerários e horários de circulação. “A mesa redonda é uma forma de propor uma conversa para que seja possível analisar as condições atuais e tratar, também, das ações para 2018. Esta é uma iniciativa que responde à solicitação do Conselho Nacional dos Direitos da PcD (Conade)”, pondera Marizete.

Conceito amplo

Conforme dados da CMDPD, em 2015, Rio do Sul contava com cerca de 350 PcD. A vice-presidente do CMDPD defende que “a acessibilidade é para todos e não só as pessoas com algum tipo de limitação. Quem também tem o direito de boas condições de acesso são idosos, gestantes, pessoas que passaram por operações médicas e têm limitação provisória de locomoção. Há que se lembrar das mães que caminham com o carrinho de bebê; enfim, o entendimento é amplo para – de fato – garantir acesso das pessoas a todos os lugares”.

A mesa redonda acontece anualmente e a data é alusiva ao Dia Internacional de Luta dos Direitos da PcD, comemorado dia 3 de dezembro. “Todo ano o CMDPD é orientado pelas ações e levantamentos do Conselho Estadual do segmento e do Conade. Recebemos a diretriz do conselho nacional para que possamos seguir o debate dos temas e pautar as conferências municipais”, aponta Marizete.

No dia 21 de setembro a entidade realizou uma mostra de inclusão que contemplou o mesmo tema em diversas áreas como educação, saúde, transportes e comunicação. “A mostra foi composta por apresentações culturais, orientações, exposição de materiais artesanais, oficinas, painéis e produtos e serviços para PcD”, relembra Marizete.

 

mobilidade urbana

Mário Dáud

 

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