Regional de Ibirama promove oficina para professores de libras

Oficina foto Helena Marquardt aDR Ibirama

A Agência de Desenvolvimento Regional de Ibirama promoveu nesta sexta-feira, dia 10, uma oficina para professores de libras. Na capacitação eles aprenderam a confeccionar jogos, discutiram e também puderam trocar experiências para melhorar o ensino de estudantes com deficiência auditiva.

A integradora educacional da ADR, Roseli Del’Sent, conta que atualmente cinco estudantes com deficiência auditiva estão matriculados nas escolas estaduais da Regional de Ibirama, mas que o número de atendimentos é muito maior  já que alunos de escolas municipais também frequentam as salas de Atendimento Educacional Especializado.  “Nessas capacitações procuramos convidar mesmo os professores de escolas que não tem alunos surdos porque amanhã ou depois eles podem receber algum e precisam estar preparados”, disse.

Ela ressalta que um dos momentos mais importantes das oficinas, que acontecem periodicamente, é a troca de experiências. “Isso é muito enriquecedor porque os professores dão dicas uns para os outros de iniciativas que deram certo com os seus alunos e também podem funcionar com outras crianças, além de aperfeiçoarem as atividades que já são desenvolvidas em suas escolas”.

O professor da EEB Professora Semiramis Bosco, Adriano Hilleshein, foi um dos participantes e  diz que a capacitação faz com que as pessoas que estão  trabalhando com  a língua de sinais entendam a importância de uma comunidade surda ativa e do contato com outros deficientes e repassem isso em sala de aula. “Esses estudantes precisam se encontrar para praticar a língua e ela precisa estar viva tanto dentro de casa, quanto na escola e na vida social porque quem sai ganhando é o aluno para que quando ele chegue a fase adulta consiga se relacionar e fazer suas escolhas”.

A professora  da EEB São João Bosco, Fabiana Alves Weber, São João Bosco, que foi uma das organizadoras do curso lembra que toda a programação da oficina foi planejada para beneficiar diretamente os estudantes. “Muitos intérpretes não tem noções básicas de libras então trabalhamos a linguagem de sinais, a interpretação, vídeos e diversos jogos que podem auxiliar nesse processo”, comentou.

 Intercâmbio de surdos

A partir das capacitações desenvolvidas periodicamente na Regional de Ibirama, os professores se inspiraram e tem promovido inclusive uma espécie de “intercâmbio” voltado a pessoas com deficiência auditiva, seus familiares e profissionais que atuam diretamente com esses estudantes. Os eventos acontecem a cada edição em uma cidade diferente e conta com debates, competições e até apresentações culturais como de teatro surdo.

Helena Marquardt

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