Prefeitos eleitos reduzem gastos no começo do mandato

A previsão de manutenção da queda das receitas para o próximo ano está preocupando os prefeitos da região que assumem a partir de 1º de janeiro. Em Rio do Campo, o prefeito Rodrigo Preiss (PT) e o vice, Alexandre Losi (PMDB), vão acumular as funções de secretários no período de pelo menos seis meses. O mesmo ocorrerá em Agrolândia. O prefeito Urbano Dalcanale (PMDB), que é funcionário de carreira, ficará responsável pela pasta de Administração, Planejamento e Finanças, com a de Agricultura com o vice, Dirceu Leite. Em Vítor Meireles, o prefeito Bento Silvy (PP), vai nomear apenas os secretários da Educação e Saúde nos primeiros meses. Em José Boiteux, o prefeito Jonas Pudewell (PSD), vai manter a mesma equipe.

Preiss já havia reduzido o número de secretarias desde o começo do ano. “Temos apenas duas, que são ocupadas por funcionários de carreira”. A sua preocupação é encerrar o atual mandato sem dívidas. O problema é que o município de Rio do Campo foi condenado a pagar indenização de R$ 300 mil a um grupo de moradores, em ação movida na época do seu antecessor.

Embora o índice do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de Agrolândia tenha aumentado de 0,6 para 0,8 Dalcanale está preocupado com o quadro nada animador para 2017. Por essa razão para as secretarias de Educação e Infraestrutura os titulares serão funcionários do quadro, com a de Desenvolvimento Empresarial ficando vaga. “De fora teremos apenas o secretário da Saúde”.

Silvy se reuniu com lideranças do PT/PSDB e PSD, partidos que lhe deram sustentação para expor a situação. Ele considera a situação financeira não é nada animadora. “Mostramos a necessidade de nomearmos apenas os secretários da Educação e Saúde”. Para agravar não existem “cascalheiras” legalizadas, com a prefeitura de Vitor Meireles não tendo como recuperar a malha viária em torno de 950 quilômetros.

José Boiteux - Prefeito Jonas Pudewell

Pudewell não pretende exonerar servidores que ocupam cargos de confiança, pelo menos até 31 de janeiro. Sabendo que 2016 seria um ano atípico, desde o primeiro semestre trabalhou com os “pés no chão”. A sua preocupação é que hoje a folha de pagamento dos quase 200 funcionários de José Boiteux está quase atingindo o limite de 54%.

Orlando Pereira – Agência Leme

Pin It
Você gostaria de comentar?