Preconceito é um dos principais fatores da exclusão de pessoas com deficiência

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O preconceito é um dos principais fatores da exclusão. A afirmativa é da atriz e cadeirante Tabata Contri, que falou sobre autoestima de pessoas com deficiência na abertura do desfile de encerramento do 5º Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva, na noite desta quinta (23), em Florianópolis. “As pessoas são excluídas por serem diferentes, alguém que fala outra língua, alguém de outra raça”, afirmou Tabata.  É neste contexto, segundo ela, que as pessoas com deficiência acabam sendo afastadas da sociedade. “Nossa autoestima fica lá embaixo” acrescentou, ao defender a luta contra pela inclusão e contra os preconceitos.  O evento, que teve o objetivo de estimular a criação de moda para pessoas com deficiência, foi promovido pelo SENAI/SC (entidade da FIESC) e pelo Instituto Social Nação Brasil.

Tabata enalteceu a relevância da produção de moda para pessoas com deficiência. “Estão se preocupando em trazer a possibilidade de as pessoas com deficiência usarem roupas bacanas funcionais, bonitas. [Estão] pensando na funcionalidade, nas diferenças que os corpos têm e também na beleza”, disse. Ela salientou que “uma peça tem que ser funcional, vestir bem, ser confortável e tem que ser bonita”.

Tabata também falou sobre a importância da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, destacando a ação da Federação das Indústrias de Santa Catarina e suas entidades. “São quase 500 pessoas com deficiência que a FIESC contratou em três anos; são pessoas. [Elas estão] ganhando seu dinheiro, trabalhando, produzindo,  fazendo a economia da cidade circular”, destacou. Consultora de inclusão e formada em marketing, Tabata aplica treinamentos de conscientização focados na inclusão sócio econômica das pessoas com deficiência em empresas de todo o Brasil. Foi a primeira atriz cadeirante brasileira a fazer uma novela no país.

Debora Claudio.

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