Passeata em Presidente Getúlio marca dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

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Na quarta-feira, dia 18, as 09h, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conselho Tutelar, as Secretarias de Assistência Social, Saúde e Educação, além de alunos da Rede Municipal e Estadual de ensino, estiveram em passeata no Centro de Presidente Getúlio, para lembrar a data em que a menina Aracelli, de 8 anos, foi raptada, drogada, violentada sexualmente e morta, no ano de 1973, em Vitória, no Estado do Espírito Santo.

A saída da Passeata foi do Fórum em direção a Praça Otto Muller em frente a Prefeitura de Presidente Getúlio com a participação do Prefeito Nilson Francisco Stainsack, presidente da Câmara de Vereadores Lenuir Effting, vereadores Savio Batisti e Ernesto Avancini, Presidente do CMDCA Anair Becker e equipe, secretária de Educação Oriana Fillagranna, superintendente do Saate Laudelino Cipriani e demais autoridades.

História:

Seus agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos, mas o país inteiro não esqueceu daquela criança, que teve o dia de sua morte lembrado anualmente como o DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

Aracelli foi violentada e morta por pessoas estranhas, mas “um levantamento feito pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado pela Agência Brasil aponta que 88% das crianças abusadas sexualmente foram molestadas por pessoas da família ou próximas a ela. De cada dez, quatro foram vítimas do próprio pai e três, do padrasto.

O Programa de Psiquiatria e Psicologia Forense (Nufor) do hospital acompanhou 205 crianças abusadas entre 2005 e 2009. A análise indicou o pai como agressor em 38% dos casos, o padrasto em 29%, um tio em 15% e algum primo em 6%. De acordo com a pesquisa, há também agressões feitas por vizinhos (9%) e desconhecidos (3%) das ocorrências.

O estudo revela ainda que a maioria das vítimas tem até dez anos de idade e 63,4% do total são meninas”. Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/de-cada-dez-criancas-abusadas-sexualmente-quatro-sao-vitimas-do-pai-diz-estudo/

Para prevenir novos casos é preciso falar sobre o assunto, manter um diálogo aberto com a criança e/ou adolescente e uma adequada educação sexual na família e na escola, encorajar as crianças e os adolescentes a serem espontâneos em relatar aquilo que acontece com eles dentro e fora de casa, ter cautela em relação a quem fica com seus filhos, observar mudanças repentinas de comportamento ou no humor e, em dúvida, denunciar no Disque 100 ou para o Conselho Tutelar, que irá investigar e fazer os encaminhamentos necessários para proteger a criança e/ou adolescente, com ética e sigilo.

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