Padre Fernando Augusto Meira se despede do Alto Vale.

img (1)

Após ficar por cinco anos e meio à frente da Diocese de Rio do Sul, o Padre Fernando Augusto Meira irá deixar Rio do Sul para retornar a Diocese de Jundiaí no Estado de São Paulo.

Deixando na lembrança dos rio-sulenses a sua simpatia e serenidade, ele irá  unir-se aos 125 padres da Diocese do município paulistano. Estando em serviço da Paróquia Nossa Senhora de Monte Serrat; a matriz do município de Salto no interior de São Paulo.

Padre Fernando, que foi agraciado com o título de cidadão rio-sulense, comenta que teve uma ótima experiência em Rio do Sul. “Todo meu trabalho aqui foi fruto de reflexão, olhar a realidade, ouvir as pessoas, os profissionais experientes e acima de tudo orar. A oração é minha ferramenta de trabalho” comenta.

Sobre o convívio com o povo rio-sulense, padre Fernando destaca que irá levar o acolhimento como lembrança. “Levo a beleza e o acolhimento que recebi dos rio-sulenses, cidade onde os rios se encontram. Infelizmente vi duas enchentes, mas aos poucos tudo voltou ao normal. Mesmo sem ir à Europa eu também vi a neve. Levo comigo a garra e a fé de homens e mulheres que expressam sua fé, e também aos homens públicos honestos”, disse.

O sacerdote aproveitou ainda para destacar a amizade e o voluntariado na comunidade católica de Rio do Sul. E agradeceu também a parceria com a comunidade Evangélica Luterana , que segundo ele sempre foi importante para a realização da tradicional Festa de São João.

O pároco também ressaltou que conseguiu cumprir sua missão, não só com a Palavra, mas por tudo que fez pela estrutura física da Catedral São João Batista. Ele também alinhou as finanças da Diocese, deixando um saldo de R$ 300 mil. “Me sinto feliz não por ter passado apenas a Palavra de Deus, mas também pelos bens materiais, e pelas finanças, porque manter a Catedral São João Batista exige muito esforço e consegui fazer isso graças a ajuda do povo rio-sulense” explica.

O padre deixa ainda um legado envolvendo projetos sociais, fortalecendo o laço entre as categorias mais desfavorecidas e Deus. “Nossa alegria também é distribuir mais de 35 sacolões para as famílias necessitadas. Também assistimos a estas famílias para ajudar no que for preciso. Outro projeto que nos traz conforto é a visita que realizamos à população carcerária do Presidio Regional, na qual levamos uma palavra de conforto, e muitas vezes a ajuda material, como roupas, remédios e materiais de higiene” ressalta.

Brincando, o sacerdote assegurou ainda que vai sentir muita saudade da culinária da região. “Não posso esquecer-me da culinária da região. Rosca, cuca, nata, bolo de camadinha e outras coisas não existem lá em São Paulo”.

Questionado, sobre o sentimento que ele leva de Rio do Sul, ele é enfático. “Alegria e gratidão”. Ele explica que cada sentimento é fruto de uma ótima convivência no município. “Primeiro, a gratidão a todos os nossos paroquianos, homens e mulheres que são comprometidos com a Igreja. E nossa alegria de missão cumprida, não realizada sozinha, mas com algumas pessoas coerentes, transparentes e profissionais”, concluiu.

Alto Vale Noticias.

Pin It
Você gostaria de comentar?