Mãe de trigêmeos de Apiúna vai receber auxílio do Governo do Estado

Adriana e os trig麥eos foto Helena Marquardt

Gerar e criar um filho é sempre uma grande responsabilidade, mas o que dizer  quando a ultrassonografia indica que serão vários bebês de uma só vez? Foi o que aconteceu com a costureira de Apiúna, Adriana Aparecida Coelho, que comemorava a gravidez do primeiro filho aos 29 anos, mas descobriu que seria mãe de trigêmeos.

Ela conta que a notícia veio com seis semanas de gravidez e no início abalou bastante toda a família, que guardava dinheiro para construir a primeira casa. Morando de favor com sogra na localidade de Vargem Grande, no interior do município, a gravidez múltipla preocupou a mãe de primeira viagem. “Nunca passou na minha cabeça que eu poderia ter trigêmeos e eu achava que não ia dar conta e no começo só chorava”, lembra.

Passado o susto, ela diz que teve que se acostumar com a ideia e se preparar para a chegada de Maria Laura, Pedro Henrique e João Victor, que nasceram no dia 27 de setembro no Hospital Santo Antônio em Blumenau, aos oito meses de gestação: os meninos pesando um quilo e 800 gramas e a menina pesando um quilo e 900 gramas.

Mesmo com todos os presentes ganhados durante a gravidez e no chá de fraldas, foi só depois do nascimento dos pequenos, hoje com pouco mais de dois meses, que Adriana se deu conta que a renda familiar, bastante baixa, não seria suficiente para cobrir todos os gastos com as crianças. “Só com o leite que eles precisam tomar a gente gasta mais de R$ 750 por mês. São cerca de 24 mamadeiras todo dia e para gente ficou bem difícil porque meu marido trabalha como talhador e também não ganha muito.”

Além dos gastos, os cuidados com as três crianças prematuras, também exigem de dona Elisa Maria Formagi Deola, sogra de Adriana, uma rotina puxada para vencer uma verdadeira maratona. “Quando todos choram juntos até a bisa tem que ajudar, todo mundo entra na dança. Eu tenho que largar o meu serviço e ajudar eles. Ajudo a embalar e dar mamadeira durante o dia e de noite também tento auxiliar.”

Ajuda para as família

Diante de tantas dificuldades a mãe dos trigêmeos soube que poderia contar com a ajuda do Governo do Estado e foi a primeira mulher dos municípios da 14ª Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), de Ibirama a solicitar o benefício da Gestação Múltipla, que concede auxílio financeiro as mães catarinenses que tiverem três ou mais filhos.

A gerente de Planejamento Regional e Apoio a Políticas Públicas da 14ª ADR de Ibirama, Márcia Maria Azevedo Kayser, explica, no entanto, que projeto não está resumido somente a um benefício de ajuda financeira. “Há nele a dimensão do cuidado, que também é responsabilidade do Estado, com o objetivo de garantir as condições básicas necessárias para a vida dessas crianças”, comenta.

O benefício, solicitado por Adriana e que deverá ser liberado nos próximos dia, garante as famílias em situação de vulnerabilidade social, com renda de até 85% do salário mínimo por membro da família, um reforço financeiro mensal para cada criança, até que elas completem 12 anos. “Essa quantia será bem importante, porque hoje estamos conseguindo cobrir as despesas com o dinheiro que a gente tinha para guardado para começar a construir a nossa casa, só que está acabando e como não poderei voltar a trabalhar logo está bem complicado”, falou.

Para receber o benefício, Márcia explica que a família deve procurar a Agência de Desenvolvimento Regional de abrangência da sua cidade para dar entrada ao requerimento e apresentar alguns documentos. Para receber o auxílio as crianças precisam ter nascido em Santa Catarina, os pais ou responsáveis devem residir, no mínimo, há dois anos no Estado; e a família deve ter  renda bruta total até 85% do salário mínimo por pessoa do núcleo familiar.

Helena Marquardt

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