Estado terá radar metereológico e Sistema de Prevenção e Mitigação de Desastres

O governador Raimundo Colombo e o secretário da Defesa Civil, Milton Hobus, entregaram nesta terça-feira, 19, a ordem de serviço para a compra do radar meteorológico de Santa Catarina e lançaram o Sistema de Prevenção e Mitigação de Desastres do Estado. “As ações terão um impacto muito forte em Santa Catarina para a proteção das pessoas. São medidas amplas, profundas e muito bem feitas. Nossa intenção é garantir cada vez mais a segurança e a tranquilidade dos catarinenses”, disse o governador.

O radar meteorológico entrará em funcionamento até fevereiro de 2014, e será instalado em Lontras, ponto estratégico para monitorar eventos naturais como frentes frias, ventanias, chuvas e granizo. O equipamento vai atender 190 municípios em um raio de 200 quilômetros, o que corresponde a 77% do Estado. As regiões serão: Planalto Litoral Norte, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, parte do Litoral Sul, Serra, e parte do Meio-Oeste. O investimento é de R$ 7 milhões com recursos do Fundo Estadual de Defesa Civil.

O secretário da Defesa Civil explicou que em distâncias menores as informações podem ser obtidas com mais precisão. Até mesmo a quantidade de chuva poderá ser medida com o aparelho. As tempestades podem ser detectadas com até três horas de antecedência. Com o radar, os moradores de áreas de risco vão ter mais tempo para se preparar ou deixar locais de risco. “Pretendemos adquirir mais um radar e dar treinamento para que todos os 295 municípios catarinenses para proteger a população dos desastres naturais.”

Além da implantação do radar metereológico, também está previsto no projeto de prevenção a sobrelevação das barragens de Taió e Ituporanga, sete barragens de pequeno porte no Alto Vale. Também serão feitas melhorias no canal do Rio Taió (3,7 quilômetros) e estudos ambientais e projetos no canal em Timbó (1 quilômetro) e Rio do Sul (8,2 quilômetros). No Rio Itajaí-Mirim, serão construídas comportas, barragens de médio porte em Botuverá e obras de melhoramento fluvial. O projeto deve ser concluído em 5 anos e essa primeira etapa terá um investimento de R$ 600 milhões.

O projeto terá início pela ação de sobrelevação das barragens de Taió e Ituporanga. A medida aumentará em dois metros a barragem Oeste, localizada em Taió, e a Sul, em Ituporanga. Incluindo a melhoria de operação das suas comportas e os dispositivos de regulação das enchentes, o que reduzirá o escoamento da vazão dos rios da Bacia, ampliando a capacidade de armazenamento, contenção das águas e retardando a elevação do nível dos rios.

A capacidade da Barragem Oeste, em Taió, é de 83 milhões de metros cúbicos e passará para 99,3 milhões de metros cúbicos, incremento de 19,5% na capacidade de armazenamento do reservatório. A barragem de Ituporanga é de 93 milhões de metros cúbicos e passará para 110 milhões de metros cúbicos. Um incremento de 18,3% na sua capacidade. O valor da obra é de R$ 33 milhões.

Em seguida, será a construção de comportas no Rio Itajaí-Mirim. A instalação das comportas de regulação no Rio Itajaí Mirim tem por finalidade controlar a vazão de afluente proveniente do montante (locais do rio que se situam antes das comportas), mantendo a vazão dentro da capacidade de escoamento, e proteger dos efeitos do refluxo proveniente da jusante (locais do rio que se situam depois das comportas), durante picos de enchente.

Além de contribuir para a diminuição da vulnerabilidade da região quanto às questões de enchentes e escorregamentos, o objetivo é reduzir os impactos dos eventos adversos e consequentes danos aos municípios e suas comunidades.

O empresário farmacêutico de Rio do Sul, Lothar Maas, disse que o projeto de prevenção é muito importante para as pessoas e para a economia do local. “Essas ações dão um alento para quem já perdeu muito com a cheia. Sempre houve problemas com a informação rápida e correta sobre elevação das águas. A partir da implantação desse projeto as informações serão rápidas e confiáveis.” Já o vigilante sanitário de São Cristóvão do Sul, Daniel Vaz, o observou que os 600 milhões que serão investidos nessa etapa se pagarão com a economia, evitando perdas.

Saiba mais
Santa Catarina vem enfrentando recorrentes desastres de grande magnitude, relacionadas às tempestades severas que causam inundações, escorregamentos, vendavais, granizos, tornados, ressacas, entre outros fenômenos. Historicamente, a Bacia do Rio Itajaí, a maior do Estado, é uma das mais afetadas por inundações bruscas e graduais por escorregamentos. Nos últimos anos foram registradas seis enchentes: julho de 1983, agosto de 1984, maio de 1992, outubro de 2001, novembro de 2008 e setembro de 2011. Contudo, no mesmo período na cidade de Blumenau ocorreram pelo menos nove inundações em que mais de 10 mil pessoas perderam suas casas.

De acordo com a Defesa Civil do Estado, nesta região, nos últimos 23 anos, a incidência de desastres por escorregamentos corresponde a 35% do total registrado no Estado.

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