Em reunião, Defesa Civil confirma construção de casas à indígenas de José Boiteux

4c5cc5cb-5031-4e50-a8c2-670823d53a69

Na tarde desta terça-feira, 26, indígenas da aldeia La Klaño, de José Boiteux se reuniram com os prefeitos dos municípios de José Boiteux, Jonas Pudewell e Vitor Meireles, Lourival Lunelli, representantes da Funai, Ministério Público Federal de Rio do Sul, técnicos e o secretário de Estado da Defesa Civil, Milton Hobus.

Hobus recebeu o grupo para tratar do andamento do processo de acordo firmado entre o Estado e comunidade indígena, em outubro do ano passado. O passo agora é tramitar a delimitação da área de segurança da Barragem Norte, sediada em José Boiteux. A área foi delimitada por especialistas, mas a posse precisa ser repassada a Defesa Civil de Santa Catarina. Concluído essa etapa, avançam as próximas fases que correspondem a questão de infraestrutura de vias públicas e pontes e a construção de casas para as famílias pré-determinadas no início das discussões.

Na ocasião ficou acordado que as 35 casas serão disponibilizadas para as famílias definidas pela comunidade. “Queremos assinar a ordem de serviço para as primeiras casas, já na próxima semana,” destacou, Hobus. Para que isso ocorra, é imprescindível que os caciques informem aqueles que já tem infraestrutura como energia elétrica e água para receber a montagem dos kits casas modulares.

Na próxima semana, o coordenador regional da Defesa Civil de Santa Catarina, em Rio do Sul, Jaimerson Espíndola fará uma vistoria, acompanhado de representantes de José Boiteux, Celesc, Funais de das aldeias para firmar as primeiras famílias a serem beneficiadas com as casas modulares da Defesa Civil. A construção já foi autorizada pela Funai.

Segundo Emerson Emerin,da Diretoria de Projetos Especiais, também foi destacado o projeto executivo para construção do Canal Extravasor da Barragem Norte. ” Já enviamos o Plano de Trabalho para o Ministério da Integração Nacional e solicitamos R$ 1,3 milhão para avançar no licenciamento do projeto executivo,” enfatizou.

Emerin lembrou ainda que o projeto já está cadastrado no Ibama e foi repassado a Funai, que ficará responsável pela execução do Termo de Referência para a construção. Na oportunidade foi destacado que já existe uma área delimitada de segurança para operacionalização do barramento. São 60 hectares, que deverão ser transferido para o Estado e posterior a trâmite, será cercado para que haja segurança nas operações futuras.

O Patrimônio da União também atua na demarcação das áreas que os indígenas discutem e devem se posicionar em breve. É o setor que poderá transferir a titularidade dos 60 hectares ao governo de Santa Catarina. Em relação as questões de ruas e pontes, o secretário de Estado, Milton Hobus voltará a conversar com a comunidade indígena para avançar neste pleito.

Algumas das reivindicações da população indígena que vive nas 07 aldeias que abrangem o Vale Norte se estendem por anos. Após uma sensibilização do governador, Raimundo Colombo e do secretário de Estado, Milton Hobus, a Defesa Civil assumiu as negociações e desde outubro do ano passado houve um progresso nunca registrado. Por esse motivo é que as negociações com os caciques que representam a população indígena do Alto Vale têm sido tão satisfatórias. “Não queremos prejudicar ninguém, queremos ajudar, mas para isso precisamos do apoio e compreensão deles (índios) também e, isso tem ocorrido,” destacou o secretário de Estado.

Paulo Cesar Santos

Pin It
Você gostaria de comentar?