Defesa Civil SC assina termo de acordo com JICA para construção de barragens de fluxo de detritos

Foto barragem

A secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina assinou um termo de acordo com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), nesta segunda-feira, 23. O documento prevê a construção de novas barragens de fluxo de detritos na cidade piloto do Projeto para o Fortalecimento da Estratégia Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (Gides), em Blumenau.

O projeto da barragem para a contenção do fluxo de detritos será pioneiro no Brasil. É o que afirma o Gides. Segundo o Projeto, o plano visa a promoção de medidas contra a ocorrência de fluxo de detritos no país de modo a contribuir com a estratégia nacional de construção de cidades mais seguras, o progresso sustentável da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) e a difusão da tecnologia eficaz de prevenção de desastres.

O secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, explica que a barragem visa conter o fluxo de detritos como aquele que aconteceu no Morro do Baú, em Blumenau, no ano de 2008. “Essas barragens podem ser adaptadas, por exemplo, nas regiões com características semelhantes de deslizamentos como aquele que aconteceu no Morro do Baú. O Estado também vai trabalhar em cima das áreas que serão identificadas pelo mapeamento que será feito pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para prevenir desastres”, comenta Moratelli.

Conforme o secretário, o acordo de Cooperação Internacional vai se desenrolar entre o ano de 2018 e 2019. “O setor de engenharia do Estado e município piloto Blumenau vão receber informações técnicas para que a gente possa, em Blumenau, executar uma obra de contenção numa região que tem problema característico para essa necessidade. Isso demonstra a preocupação que o Estado tem com a política de gerenciamento de riscos e esse passo importante vai consolidando nosso Estado catarinense dentro do cenário de proteção para todos aqueles que estão em nossa área territorial”, salienta Moratelli.

O treinamento dos profissionais brasileiros será custeado pela JICA no Japão. Já o projeto básico, licenciamento e executivo do projeto piloto – que faz parte da contrapartida – é custeada pelo governo do Estado. Segundo o secretário, a intenção é captar recursos com o Ministério das Cidades e Planejamento para executar a obra.

 

Barragem Sabo

A barragem de contenção de fluxo de detritos, conhecida como Sabo no Japão, possui estrutura de armação por tubos de aço e retém apenas os seixos, detritos e troncos de madeira. Pelo fato de permitir a passagem da água retém com eficiência apenas os detritos, sendo que em situações normais fornece também o fluxo de sedimentos a jusante (abaixo do barramento) evitando assim a ocorrência de problemas ambientais como a remoção do leito do rio e a erosão costeira. A obra também possui os seguintes benefícios:

  • Reduzir os danos diretos às pessoas, bens e infraestruturas públicas e assim trazer benefícios econômicos;
  • A ruptura da dita cadeia de reações negativas que corrobora para o aumento da camada de baixa renda devido aos danos causados pelo fluxo de detritos;
  • Criação de uma área residencial segura graças à prevenção de desastres na área de expansão urbana.
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