Defesa Civil de Rio do Sul leva debate sobre prevenção para as comunidades

A Defesa Civil de Rio do Sul iniciou na semana passada um cronograma de reuniões nos bairros, envolvendo a comunidade através do Núcleo de Proteção da Defesa Civil. A organização enumerou os bairros de Rio do Sul em quatro núcleos desde fevereiro e colocou em prática na semana passada. As reuniões com a comunidade são feitas todas as terças-feiras e a conversa com os moradores alia o aprimoramento técnico da Defesa Civil e o conhecimento territorial dos moradores.

A previsão é de que sejam feitas cerca de cinco reuniões por núcleo e assim estimular a construção de estrutura de funcionamento do próprio núcleo. O coordenador da Defesa Civil, Moacir Cordeiro, frisa a importância da interação com a comunidade. Segundo o coordenador é imprescindível que a população saiba como se portar diante de situações de calamidade e agravos ambientais. “Até porque, na prática, a população tem dificuldades de mobilidade em situações de enchente”. O projeto conta com a participação da estagiária de Psicologia, Raquel Reif.

O intuito é fazer com que a própria comunidade auxilie nas funções da Defesa Civil. “É conveniente ter a população esclarecida para que ajude a cuidar de alguns serviços do interesse de todos”, diz Cordeiro. Em situações de enchente as pessoas podem auxiliar na organização do abrigo e fazer acolhimento e cadastro dos desabrigados de cada área. Além da importância de identificar os moradores com necessidades especiais. “Isso gera agilidade nos serviços de assistência social. E é preciso levar em consideração que a enchente não é só prestação de socorro”, argumenta.

. As reuniões são sempre às terças-feiras e na semana passada foi realizada nos bairros Barragem, Budag, Sumaré e Barra do Trombudo. Hoje, (5) será a vez do núcleo do bairro Bela Aliança que contempla os bairros Bremer, Navegantes, Rainha, Valada São Paulo, Valada Itoupava, Santa Rita e Taboão.

O próximo núcleo em que haverá as reuniões será a região que contempla os bairros Canta Galo, Progresso, Pamplona, Canoas e Fundo Canoas. Os debates são realizados com base nas condições e realidades de cada região. Porém são discutidos “prioritariamente os riscos de cheia dos rios. Porque quando se trata de Defesa Civil não é falar só de enchente. A população que não é atingida pelo agravo também tem que ser levada em consideração. Um dos nossos objetivos é levar para comunidade os planos familiares de emergência e de gestão de riscos e desastres”, explica Raquel. A orientação acadêmica é feita pela professora de Psicologia Michela Iop e conta com o apoio da equipe de Proteção e Defesa Civil de Rio do Sul.

Mário Dáud
Pin It
Você gostaria de comentar?