Conselho discute propostas para melhoria de acessibilidade

cmdpd - foto mario daud (2)

Cerca de 30 pessoas participaram da 2ª Mesa Redonda organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CMDPD) que ocorreu nesta segunda-feira, 4, na Unidavi. O grupo discutiu políticas públicas e planejamentos para aprimorar as condições de acessibilidade para pessoas com deficiência (PcD), obesas, gestantes, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. O evento fez menção ao dia 3 de dezembro, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Data simbólica estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1992.

Foi discutida a integração de PcD nos aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais. “Inclusão não é tornar todos iguais, mas sim, respeitar as diferenças”, diz a presidente do CMDPD, Denise Dolejal. “É preciso viver mais e com mais dignidade. Mais de 45 milhões de brasileiros têm alguma deficiência, de acordo com o Censo 2010”, frisa. Pesquisa realizada em 2015 aponta que – em Rio do Sul – a parcela da população que necessita de condições especiais de acessibilidade, decorrente de alguma deficiência, é de cerca de 350 pessoas.

Pautas

O CMDPD existe desde 2009 e as reuniões são mensais. Dentre as principais pautas discutidas estão o aumento de número de vagas de estacionamento para PcD e idosos e estreitar diálogo com empresa de transporte público, dentre outras. Hoje, em Rio do Sul, há em torno de 130 usuários de transporte público e 29 acompanhantes que recebem o benefício da gratuidade.

Segundo a diretoria da Ônibus Circular, desde agosto há melhorias na frota. Dos 29 ônibus que circulam em Rio do Sul, 25 teriam plataforma elevada para PcD. Entretanto, na opinião da diretoria falta infraestrutura em pontos de ônibus e calçamento. O prazo de manutenção da frota seria reduzido devido ao excessivo desgaste dos carros que trafegam em ruas sem asfalto. Além disso, a própria condição geográfica com elevações e ladeiras íngremes em Rio do Sul contribuiria para isso. O tempo médio de manutenção de elevador de veículos é de três meses.

Um dos pontos discutidos na reunião foi a instalação de mais pontos de ônibus. Foi sugerida, também, a manutenção dos pontos já em funcionamento. Em alguns casos seriam muito baixos e dificultariam o acesso do cadeirante que precisa utilizar a plataforma elevada.

Mário Dáud

 

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