CAPS de Ibirama realiza marcha em prol do Dia Nacional da Luta Antimanicomial

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Para marcar o dia 18 de maio – Dia Nacional da Luta Antimanicomial – os usuários e equipe do Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS de Ibirama, realizaram, na tarde desta quinta feira, dia 16, a primeira marcha no centro da cidade em prol do movimento. Para a caminhada, os usuários confeccionaram cartazes e 150 flores de papel para serem entregues à comunidade.

Durante a marcha, os usuários e equipe do CAPS foram ao Paço Municipal e passaram a sua mensagem sobre a importância da data para os servidores e para o prefeito Osvaldo Tadeu Beltramini, que os recebeu em seu gabinete.

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Mas o que é a luta antimanicomial?

No ano de 1987, 350 trabalhadores em saúde mental, saíram pelas ruas da cidade de Bauru, São Paulo, na primeira manifestação pública organizada no país com o lema “por uma sociedade sem manicômios”. Este ato marcou o II Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental e concretizou o Movimento de Luta Antimanicomial.

Este foi um passo importante na história do Movimento, pois deu início a um novo momento na luta contra a exclusão, a discriminação e a violência/tortura a que as pessoas com transtornos mentais eram submetidas.

Centro de Atenção Psicossocial

Em 1987, também surge o primeiro CAPS no Brasil, na cidade de São Paulo, sendo um serviço substitutivo ao modelo manicomial.

O CAPS de Ibirama segue o novo modelo proposto e prioriza a reabilitação psicossocial, com a inclusão do usuário na família e na sociedade, resgatando sua autonomia e cidadania, através de um cuidado humanizado.

As internações são realizadas somente se todos os dispositivos existentes foram utilizados e não foram efetivos ou se não há recursos disponíveis, no município, para o caso.

Importância da discussão

Apesar de já ter havido muitos avanços no que concerne à saúde mental, a luta ainda continua, por diversos motivos: pelo fim do estigma em relação às pessoas com transtornos mentais; pela importância e fortalecimento da saúde mental na atenção básica; por mais leitos psiquiátricos nos hospitais gerais para os casos de crises graves, pelo cuidado ao cuidador em saúde mental; por mais capacitações aos trabalhadores em saúde mental; pela inclusão e corresponsabilidade do familiar da pessoa com transtorno metal; entre outros motivos.

Sheyla Germano – Assessoria de imprensa da PMI.

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