Alto Vale sedia reunião da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Moda

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Na abertura do evento, o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Moda da FIESC, Sérgio Luis Pires, comentou como foi a Missão Colômbia, quando uma comitiva catarinense visitou a Feira ColômbiaModa. Ele falou sobre a organização, o público e o número de expositores, ressaltando que o Brasil esteve representado por 24 empresas. Também fez uma análise da competitividade dos produtos brasileiros, afirmando que são superiores à maioria dos demais países. Pires lembrou que missões como esta recebem suporte da FIESC e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente apresentou depois uma visão estratégica da cadeia da moda brasileira, com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (ABIT), a respeito do setor no momento atual, as perspectivas futuras e a estrutura da cadeia produtiva. “O Brasil produz do pé de algodão ao boné. Temos todas as etapas do processo. A indústria têxtil brasileira gerou 1,5 milhão de empregos em 2015”, salientou.

O encontro contou também com o case do projeto Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), exposto pela presidente do movimento, Amélia Malheiros. O SCMC é uma plataforma colaborativa, criada há 11 anos, que conecta empresas e universidades de moda e design para capacitar pessoas, fomentar inovação e estimular ambientes pulsantes. Entre as ações promovidas pelo projeto estão as visitas técnicas em empresas, troca de informações, capacitações, palestras, missões internacionais e formação de parcerias.

A reunião trouxe ainda informações sobre as principais proposições de leis que tramitam em Brasília e que são de interesse das indústrias da moda. Para cada uma delas a CNI e a FIESC tomam uma posição favorável, contrária ou neutra, sempre com base em argumentos técnicos. As mais recentes são: PL 5206/2016, que proíbe o uso de revestimento em carpete em espaços públicos ou privados acessíveis ao público; PL 2902/2015, que padroniza o tamanho das peças de vestuário no país; e o PL 967/2015, que proíbe a publicidade de lingerie usando como modelo a exploração de mulheres e seus corpos.

O público presente fez considerações sobre a realidade local das indústrias e do varejo. Também emitiu opiniões sobre temas como a situação política e econômica nacional, concordando que apesar das mudanças, as empresas continuam receosas e não reagiram.

 

Debora Claudio

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