Águas de temporal são escoadas com rapidez nas ruas de Criciúma

A ensolarada tarde deste domingo (17) subitamente tornou-se um céu carregado de nuvens negras prenunciando o temporal. Pouco antes das 18h, uma tempestade carregada de raios,  precipitação chuvosa e fortes ventos provocou inundações principalmente na região central da cidade. Ao anoitecer, após o cessar da chuva de aproximadamente 40 minutos, pouco restava de água nas ruas devido ao veloz escoamento. No intervalo de tempo algumas ocorrências foram registradas e atendidas pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil.

O grande volume de água no Rio Criciúma causou a destruição de parte da laje feita para servir como calçada sobre o leito, atrás do antigo Colégio Energia, na Rua Vitório Serafim. O pedaço da edificação ficou sobre a via e foi retirado no início da noite pela Secretaria do Sistema de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana. Nesta rua e em outros trechos por onde passam o Canal Auxiliar houveram alagamentos escoados com rapidez pela estrutura.

A loja Havan, no bairro Próspera e uma residência no bairro Maria Céu tiveram de ser interditadas provisoriamente pela Defesa Civil. Nesta segunda-feira (17) os encaminhamentos cabíveis serão efetuados em parceria com a Divisão de Planejamento Físico-Territorial do Município.

A Defesa Civil Municipal ainda foi acionada para prestar auxílio em outras ocorrências em duas casas destelhadas. Salas do prédio da Escola Arruda Ramos, no bairro Nossa Senhora da Salete, pegaram fogo por conta de um raio que atingiu o local. No bairro Michel, parte do muro da antiga instalação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) desabou na Rua Lauro Sodré. Os dois casos, por se tratarem de patrimônios do Estado de Santa Catarina, foram encaminhados à Coordenadoria Regional Sul de Defesa Civil.

Em outros bairros mais afastados do Centro da cidade não houve registro de estragos, conforme o secretário do Sistema de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana de Criciúma, José Sérgio Búrigo. Ele observa a eficiência do funcionamento do Canal Auxiliar ao Rio Criciúma e também dos complexos de contenção de águas (piscinões) construídos nos bairros Maria Céu e Vila Visconde. “As intervenções de desassoreamento e alargamento nos rios nos trouxeram um excelente resultado. Tivemos problemas em regiões como a da rodoviária, o que nos faz continuar trabalhando em busca da segunda etapa do Canal Auxiliar e da formulação de projetos de outros canais em pontos estratégicos”, observa.

O histórico problema das cheias diminuiu bruscamente em relação a anos anteriores. A coordenadora da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Criciúma, Ângela Mello, pondera que permissões para construções desde décadas passadas causam complicações e tornam o desafio ainda maior na busca da resolução dos problemas com temporais. “Caiu muita água em pouco tempo e tenho a convicção que teríamos transtornos muito maiores se não fossem feitas as intervenções. Não há como retirar edificações existentes até sobre o Rio Criciúma, por exemplo, por isso há a necessidade de se continuar planejando”, explica.

Luiz Carvalho andou com a família pelas ruas da região central da cidade. Viu as ruas alagadas e, quase na mesma velocidade, de acordo com ele, a água escoada. “Antigamente a água invadia as lojas com facilidade e hoje rapidamente foi tudo abaixo, voltando ao normal”, destaca.

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