Ações do Programa Mulher Viver sem Violência iniciaram hoje em Ibirama

Onibus programa Mulher Viver Sem Viol麩cia

Ibirama foi a primeira cidade da região da 14ª Agência de Desenvolvimento Regional a receber a unidade móvel do Programa Mulher Viver sem Violência que visa conscientizar as mulheres sobre as formas de violência e a importância da denúncia.  O encontro foi realizado com moradoras da comunidade de Rafael Alto que puderam acompanhar uma palestra, realizar testes rápidos, esclarecer dúvidas e se reunir para um café da tarde.

Segundo a coordenadora do programa na Regional de Ibirama, a servidora Célia Beltramini, na terça-feira as ações foram realizadas em Vitor Meireles, mas sem o ônibus. Já na quarta-feira o cronograma continua com a unidade móvel na comunidade de Serra São Miguel, ainda em Ibirama, que reuniu dezenas de mulheres. “Foi um momento de muita satisfação pelo público que veio, pela palestra maravilhosa e pela conversa sobre a violência que é algo tão comum que às vezes a gente acaba banalizando. É importante refletirmos sobre isso porque conhecendo a gente pode contribuir com nossos amigos, nossos vizinhos e pessoas que convivem com a gente e passam por esta situação.”

A advogada Ilda Valetim, que palestrou para as mulheres, enfatizou que infelizmente a violência contra a mulher é comum e a maioria acaba não denunciando. “No meio rural isso é muito forte então viemos conversar e mostrar que não é só a violência física, só deixar um roxo ou um machucado, mas também a violência psicológica, a agressão diária que deve também ser denunciada”

Exemplos de superação da violência

Durantes a palestra em Ibirama, a história de uma moradora também chamou a atenção das mulheres e serviu de exemplo e inspiração contra a violência. A costureira Marilei Jussara Vinotti, contou no encontro que foi agredida pelo ex-marido durante 13 anos, mas decidiu se libertar. “Tinha três filhos com ele e convivia com agressões físicas e verbais. Meu ex-companheiro chegou a atear fogo no meu carro, na minha roupa e nos meus documentos e foi um período muito difícil, mas me libertei. Hoje vivo há quase quatro anos com uma outra pessoa e posso dizer que sou feliz e tenho um companheiro que inclusive dá um bom exemplo para as crianças, diferente do que eles viam do pai.”

Sobre o caso de Marilei, a advogada  afirmou a todas as mulheres que nunca é tarde para ser feliz. “As mulheres depois dos 40 anos, principalmente, acham que vão viver pouco e acabam se conformando com a violência porque acreditam que não tem mais tempo para construir uma nova vida, mas queremos mostrar que é possível viver bem e feliz e que elas podem e merecem viver com dignidade”

Unidade ainda vai passar por Presidente Getúlio

Amanhã, dia 24, é a vez da comunidade de Serra São Miguel em Ibirama receber o programa. Já  nos dias 25 e 26 a unidade móvel do Mulher Viver sem Violência estará nas comunidades  do Ribeirão Tucano e Serra dos Índios em Presidente Getúlio.  “Estamos levando esclarecimento para essas mulheres porque o conhecimento liberta”, finalizou.

O programa é mantido através de uma parceria entre Governo Federal, que cedeu o veículo, Governo Estadual, que é responsável pela manutenção da unidade e coordenação das ações e também dos municípios que levam os profissionais de sua cidade, como médicos e psicólogos, para fazer o atendimento e ajudam na divulgação do cronograma e criação de estratégias para envolver o maior número de mulheres possível.

Helena Marquardt

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