Adriane Galisteu, ótima e subutilizada na TV

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Adriane Galisteu é uma apresentadora completa: versátil, engraçada, com domínio de palco e carisma e ainda por cima sabe entrevistar como ninguém. Nas horas vagas, também faz bico de atriz. Infelizmente, ao longo dos últimos anos, a ex-modelo que se tornou célebre nacionalmente pelo relacionamento com Ayrton Senna foi jogada em programas que não lhe proporcionavam mostrar todo o seu talento. A loira foi subutilizada por diretores e produtores das emissoras de TV.

Navegando por vários blogs e sites especializados na última semana, li vários artigos afirmando que Galisteu não dá Ibope, mas vende bem. Um equívoco, já que essa lógica de que o apresentador tem que dar audiência é burra (aliás,  isso explica a quantidade programas sensacionalistas que estão no ar). De fato, a marca da loira é sucesso comercial e gera repercussão em qualquer lugar por onde passa. Todavia, o fato de não dar altos índices de audiência não é um reflexo do desempenho dela como apresentadora, e sim dos formatos dos programas que apresentou nos últimos anos. Aliás, tem muito artista do alto escalão da Globo que não conseguiria sobreviver um mês fora de lá…

Claro que grande parte dos fracassos se deu por uma decisão da própria Galisteu. Ela cometeu o maior erro de sua carreira ao ter aceitado deixar a Rede Record de Televisão em 2004, onde apresentava o programa de maior sucesso da carreira: o inesquecível ‘É Show’, que durou quatro anos. Abandonou a atração noturna para comandar, no SBT, o vespertino e fracassado ‘Charme’. A versão brasileira do argentino ‘Hola Suzana’, de tão ruim, mudou de horário por quase 20 vezes. De grande entrevistadora de programa de variedades, passou a ser uma reles telefonista de luxo na emissora de Silvio Santos. Após inúmeras brigas com o Homem do Baú por melhores horários, a apresentadora resolveu fazer as malas e partiu para a Band.

O problema é que a direção da casa da família Saad também pecou logo de cara. Mesmo dando-lhe um programa em horário nobre, escolheu exibi-lo nas noites de sexta (dia em que o número de TVs ligadas cai e as pessoas saem de casa para badalar). Se reparamos na programação de outras emissoras, elas aproveitam as noites de sexta para veicular produtos gravados, reprises e enlatados. O nome do programa também foi um erro: ‘Toda Sexta’ – ou seja, não poderia ser exibido em outro dia da semana. Não deu certo, obviamente. Depois, ainda jogaram a coitada em um programa vespertino de fofocas que nada tinha a ver com o seu perfil profissional.

Águas passadas, agora, fico realmente na torcida para que Galisteu permaneça na Rede Record. O ‘Domingo da Gente’ é grandioso, apesar de ter formato parecido com o de outras atrações já apresentadas na mesma emissora, e pode melhorar muito efetivarem a loira no comando. Não sei porque diabos insistiram em colocar outros apresentadores até o fim do ano. Scheila Carvalho? Ticiane Pinheiro? Bizarro. Isso atrapalha até na comercialização juntos aos anunciantes. O autor da ideia merece um Troféu Joinha. De qualquer forma, só nos resta esperar. Ainda sonho em ver Galisteu com um bom talk show noturno e diário. Sonhar não tira pedaço.

RD1.

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