Rio do Sul representa a cultura no XIV Congresso Catarinense de Municípios

Willian Sieverdt palestra no Congresso da Fecam - Foto Rodrigo Arsego

Pela primeira vez em quatorze edições, o Congresso Catarinense de Municípios abriu uma plenária para debater cultura. E Rio do Sul foi a cidade escolhida para abordar o tema no evento realizado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam), de 15 a 17 de março, em Joinville. O superintendente da Fundação Cultural, Willian Sieverdt, representou os gestores culturais e fez a apresentação “Cidade-cultura: Cenário para Desenvolvimento Econômico e Social” para prefeitos, secretários e outros gestores municipais.

Sieverdt contextualizou o conceito de cultura e suas dimensões, a cidadã, a simbólica e a econômica, além da transversalidade com outras áreas, como o turismo, o lazer, a saúde e a educação. “A cultura gera renda, emprego e movimenta uma cadeia produtiva que vai muito além dos artistas e do público. No ano passado, a economia da cultura foi responsável por 6% do PIB nacional, o que representa cerca de R$ 350 bilhões”, afirmou.

O superintendente falou ainda sobre os mecanismos de fomento da cultura, como a Lei Rouanet, e apresentou números de Rio do Sul. “Estamos com o nosso Sistema e o Conselho Municipal de Cultura implementados, lançando o segundo edital do Prêmio Nodgi Pellizzetti de Incentivo à Cultura e temos um sistema de gerenciamento transparente e participativo. Rio do Sul orgulha-se de hoje ser a 36ª cidade do país no Índice de Desenvolvimento Humano e a sexta do estado com o melhor índice de desenvolvimento entre as cidades de 50 a 100 mil habitantes. Tenho absoluta certeza que esses índices também são influenciados pelo desenvolvimento da cultura”, afirmou.

 

A importância dos Sistemas Municipais e da atuação dos gestores de cultura

Outro tema abordado foi a importância dos municípios instituírem os Sistemas Municipais de Cultura, já que muitas cidades de Santa Catarina não têm ou não operam com eficiência esse mecanismo. “Vemos fragilidades nessa construção como, por exemplo, o pouco empenho e incentivo do Governo do Estado na construção de nosso Sistema Estadual, entendendo que hoje existe um Sistema Nacional de Cultura e em algumas cidades o Sistema Municipal. A falta do estado neste processo atravanca a chegada de recursos para os municípios catarinenses”, afirmou. Ele ainda reforçou a importância da sociedade e dos artistas locais participarem das tomadas de decisão na gestão municipal da cultura.

Sieverdt convidou todos para o Fórum Catarinense de Gestores Municipais de Cultura e agradeceu a indicação da presidente do Conselho de Gestores Municipais de Cultura de Santa Catarina (Congesc), Roselaine Vinhas, pela indicação para participar do congresso da Fecam. O fórum será realizado de 29 a 31 março, em Chapecó.

Foto: Rodrigo Arsego

Tiago Amado

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