Rio do Sul recebe a exposição RIVER FILM / pedra-fantasma / mar paradoxo

RIVER FILM 3

A Fundação Cultural de Rio do Sul apresenta a exposição RIVER FILM / pedra-fantasma / mar paradoxo, de Helder Martinovsky e Raquel Stolf.  A abertura e conversa com os artistas será no dia 26 de setembro, às 19h, e a visitação gratuita segue até 27 de outubro.

A exposição apresenta projetos em torno da paisagem sonora, submersa, imersa, vertiginosa, movediça, textual, gráfica, videográfica e/ou fílmica de dois rios, de cem fundos do mar e de algumas pedras deslocadas entre esses contextos.

RIVER FILM – cíclico perpétuo, de Helder Martinovsky, é um dos projetos, composto por filmes (16mm e super-8), acompanhados por uma peça sonora, de fragmentos de dois rios que partem de nascentes de uma mesma localidade, mas percorrem caminhos distintos até desembocarem no mar. Também integra a exposição o trabalho pedra-fantasma [vagante], de Helder Martinovsky e Raquel Stolf. Este consiste na continuação de um projeto em vídeo, composto por filmes em super-8, vídeos e áudios digitais, a partir da ação de deslocar pequenas pedras ao longo do percurso de dois rios até seus encontros com o mar, registrando-se o instante de suas quedas, na superfície e/ou no fundo dos rios e do mar.

Outro projeto integrante da exposição é mar paradoxo, de Raquel Stolf. É composto por uma publicação sonora (dois CDs com cem áudios de fundos do mar, acompanhados de material impresso, com anotações e desenhos) e seu desdobramento numa instalação (composta por vídeo, áudio e material impresso). Nela, registra-se em som, texto e imagem fragmentos de fundos e superfícies oscilantes do mar ao redor da ilha de Santa Catarina.

A mostra apresenta também alguns trabalhos anteriores que se relacionam com os processos dos projetos já citados, como River Film 4 (2011-2013) e River Film 0 (2010-2012), de Helder Martinovsky. Tambémpedra-fantasma (a primeira versão do projeto em parceria entre os artistas, 2012-2013), Rio Texto (2012-2013), pedra branca (1999) e Paleotot (1995), trabalhos de Raquel Stolf.

A exposição apresenta ainda textos produzidos por Aline Dias, Claudia Zimmer, Dennis Radünz, Marina Moros e Patrícia Galelli, que articulam e reverberam os trabalhos e o processo da exposição de diferentes maneiras, atravessando-a. Estes textos resultaram de uma interlocução proposta em 2016, realizada a partir de conversas durante os processos de construção dos projetos artísticos, que foram realizados com recursos do Prêmio Catarinense de Bolsas de Trabalho – Edital Elisabete Anderle / 2014.

A mostra é realizada com o apoio do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura, Funcultural e Edital Elisabete Anderle/2014.

 

Tiago Amado

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