O Grito Rock movimentou Rio do Sul por quatros dias

Shows Parques (8)

Além de música, festival colaborativo levou diversas manifestações e formações artísticas a diferentes pontos da cidade

Um programação que reverberou por quatro dias e noites. Cerca de 30 atividades, 150 pessoas em formação artística, onze shows de bandas e uma forte sinergia em todas as ações que tomaram diferentes pontos da cidade. O Grito Rock Rio do Sul chegou a sua sexta edição e mais uma vez mostrou como e por que fazer um festival multiartístico e colaborativo.

Da arte dos lambes-lambes ao rap

Atividades de formação iniciaram o Grito Rock Rio do Sul na quinta-feira, dia 10. A escola Paulo Zimmermann recebeu a oficina de stencil e lambes-lambes e as turmas do 2º ano do Ensino Médio descobriram um novo olhar sobre essas expressões urbanas. Foi entender a origem, a produção, o fazer e o comunicar dos stencils produzidos com material reciclável, além da técnica da aplicação artísticas de lambes.

A noite contou com uma ação voltada para as mulheres. O #Gritodellas trouxe para o debate o feminismo, o poder da mulher e a culturalização machista e conservadora, invisíveis da sociedade.

A sexta-feira, dia 11,  começou cedo e com o corpo em ação, na oficina de Expressão Corporal, ministrada por Maísa Lindner na escola Henrique Fontes. A atividade levou interação entre as turmas com dinâmicas de movimentos, comunicação e exercícios. À tarde, foi a vez das crianças da escola Roberto Machado descobrirem a arte circense do malabarismo, a produção dos materiais e o exercício da coordenação motora com os palhaços de profissão, Lucas Tuã e Rafaela Kinas.

E a música, na noite de sexta, ficou por conta do grupo rio-sulense de rap Forjah e os blumenauenses da Speech mandando um hardcore potente. Ainda rolou o som da Ressonantes, de Laurentino, e o psicodelismo da Banda Ninguém Sabe, de Itajaí. As ações e apresentações foram todas gratuitas.

 

Formação artística gratuita para 150 pessoas

O sábado, dia 12, também foi de formação. O campo musical apresentou as técnicas de produção da música eletrônica com a Oficina de Dj, ministrada por Leandro Conci, no Sesc. Simultaneamente, o corpo como expressão em mais uma atividade: a Oficina de Tecido Acrobático, com  a força, a beleza e a técnica da arte circense, apresentada por Gabriela Cristofolini.

As oficinas, todas gratuitas, formaram cerca de 150 pessoas ao longo de três dias de Grito Rock Rio do Sul.

 

Maratona de shows com música autoral

Integrado ao Grito Rock Rio do Sul, projeto Rock in Rim promoveu os shows das bandas rio-sulenses Liss, Chapéu Preto e Costeletas, no sábado, 12. E o projeto ainda foi beneficente, destinando a arrecadação com ingressos para a Associação Renal Vida, já que, assim como o Grito Rock, foi um dos contemplado no Prêmio Nodgi Pellizzetti de Incentivo à Cultura 2015.

O último dia de Grito Rock, o domingo, 13, contou com mais sete shows no Parque Harry Hobus. As bandas Pilha Fixa, Tosse Harmônica e Roni Rústico, todas de Rio do Sul, abriram a programação. Na sequência, a banda Napkin, de Joinville, surpreendeu a galera com o som dos teclados e distorções, seguida da Supernova Jam, de Balneário Camboriú, com o rock psicodélico. E fecharam a noite as bandas Médico de Cubas, Curitiba, com um rock pesado, e Pressão Arterial, de Rio do Sul.

Além do patrocínio do Prêmio Nodgi Pellizzetti, o Grito Rock contou com o apoio de patrocinadores e parceiros como a Fundação Cultural de Rio do Sul e Sesc.

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