Com apresentações gratuitas de teatro, dança e performance, Pouso Redondo receberá três espetáculos nesta semana

teatro

Na quarta-feira, dia 05 de julho, às 19:30h no Salão da Igreja Evangélica, tradicional local de apresentações de teatro na cidade, teremos a peça teatral “A Luva e a Pedra”, que faz uma reflexão sobre destino e liberdade. Com direção e atuação de André Francisco, a peça conta a história de Nelson Santos e fala da sua memória de uma época passada: o interior da França, onde viveu, seu ambiente, seus valores, anedotas sobre o que aconteceu com ele, deixando-nos conhecer uma série de personagens que influenciaram sua vida, entre eles o André, empresário do boxe que será fundamental para o futuro do Nelson e do resultado da sua história. Após a apresentação acontece o debate “14 anos em Trâmite – história e trajetória do grupo Teatro em Trâmite de Florianópolis”, um bate-papo sobre a montagem da peça “A Luva e a Pedra” e a trajetória do grupo, que se destaca pela relevante pesquisa teatral em Santa Catarina e pelas atividades no espaço cultural Casa Vermelha.

Na quinta-feira, dia 06, no mesmo horário e local, será a vez do espetáculo de dança contemporânea “Recluso”, de Elke Siedler e Diogo Vaz Franco. “Recluso” é um solo de dança contemporânea criado a partir de experiências pessoais de dor psicofísica dos artistas do projeto em confluência com a obra “De Profundis”, do escritor britânico Oscar Wilde. A proposta é criar uma ambiência prisional habitada por fluxos contínuos de movimentos enquanto metáfora poética sobre as transformações transitórias da dor, tecidas ao longo de uma temporalidade dilatada no sombrio da existência humana. A apresentação será seguida por uma conversa comandada por Elke Siedler, acerca dos entendimentos contemporâneos de dramaturgia em dança em diálogo com os procedimentos artísticos que perpassaram a composição do espetáculo.

Na sexta-feira, dia 07, também às 19:30h, teremos a performance em dança “O Pior de Mim”. Monica Siedler propõe uma corporalidade de guerra e improvisos, interrogações sobre os limites das relações entre corpo e obra de arte, como elementos jogados em cena e cujo drama gira em torno do que, imagina-se, perpassa o pior de mim. Com imagens videográ?cas projetadas num telão, manipuladas ao vivo pelo artista visual Bruno Bez, cria-se a relação entre corpo e projeção que conversam entre si e o público. O debate “Criação de si como obra de arte” acontece no final da apresentação, tendo como referência a performance, para refletir e problematizar sobre procedimentos de criação artística no qual artistas partem de sua biografia pessoal para compor dramaturgias para a cena.

Há 17 anos na estrada, o EmCenaCatarina é o maior projeto de circulação de espetáculos de artes cênicas em Santa Catarina, que fomenta e valoriza a cultura local. A cada ano, três grupos de teatro, circo ou dança do Estado são selecionados para compor o circuito, levando gratuitamente um recorte do melhor da produção local na linguagem, para todas as regiões do Estado.

“É um privilégio da população poder prestigiar estes espetáculos, gratuitamente, e uma satisfação podermos fomentar e disponibilizar cultura em nossa cidade”, disse o Secretário Adjunto de Cultura, Adair Felizardo.

A organização da mostra é do Assessor de Educação e Cultura, João Carlos Felipe Knoblauch.

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